EL LIBRO DE LOS INMIGRANTES

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sábado, 29 de noviembre de 2014

PATRICIA DA SILVA ES MISS UNIVERSO PORTUGAL 2014




Patrícia da Silva, 24 años, fue coronada Miss Universo Portugal 2014 en el Salão Almada Negreiros da Gare Marítima da Rocha de Conde, en la ciudad de Óbidos. La ganadora es de 1.77 m de altura, estudia Medicina en Suiza y habla varios idiomas.


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LA ASOCIACION PORTUGUESA DE COMODORO RIVADAVIA EN LA 2DA. CORRIDA DIA DEL INMIGRANTE/ fotos Nilda de Sousa Inácio





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PARA AGENDAR: 14 de diciembre, fiesta portuguesa en Gonzalez Catán

El 14 de diciembre el Club Recreativo Portugués González catán cumple sus primeros 36 años, por ese motivo están todos invitados AL GRAN ALMUERZO que se llevará a cabo en nuestra Institución. Las entradas pueden solicitarloas a cualquier miembro de la Comisión Directiva o por telefono al 1541792213 / 4457-0652 Sr Francisco dos Santos o al 1565271580 / 44678332 Sra.Alicia y Sr Quino de Sampaio
Menú: Chorizo a la portuguesa, lechón, pollo al limón, ensaladas, bebidas, postre y por la tarde brindis con sidra y pan dulce. + Presentación del Rancho "Saudades de Portugal" + la actuacion especial del grupo "I Cuccini" para bailar y divertirse.



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miércoles, 26 de noviembre de 2014

DANCARES DA NOSSA TERRA LUCIO LOS COLORES PORTUGUESES EN MONTE HERMOSO



Dançares Da Nossa Terra representando al club portugues del Gran Bs As , desde 1993, en la fiesta de las Colectividades en Monte Hermoso...

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FELICITAN A SAUDADES DE PORTUGAL POR SU ACTUACION EN LA EXPO FLOR



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SEGUNDO FESTIVAL PORTEÑO DE FADO Y TANGO/ ESTARA DISPONIBLE EL LIBRO PORTUGAL QUERIDO



Informamos que se podrá conseguir el libro "Portugal Querido" del 26 al 29 de noviembre en el Centro Cultural de la Cooperación. Av. Corrientes 1543.
También se podrá adquirir "Portugal Querido" en "Sanata Bar", Sarmiento 3501 y en el CAFF (Sánchez de Bustamante 764), dentro de los horarios en que se realicen las actividades del II Porteño de Festival de Fado y Tango.

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martes, 25 de noviembre de 2014

CASA DE PORTUGAL MONTEVIDEO EN ENCUENTRO DE COMUNIDADES PORTUGUESAS EN BRASIL


 

Grupo Folclorico de Casa de Portugal, Montevideo - Uruguay en el XXVI Encuentro de las comunidades portuguesas y luso descendientes del cono sur — en Ijuí, Brasil

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LA EMIGRACION DESDE PORTUGAL CRECIO DESDE EL 2010

Investigação conclui que números da emigração pecam por defeito

O projeto Generation E, que reuniu histórias de 1200 jovens portugueses que emigraram desde que a crise financeira começou, defende que o número de jovens emigrantes dos países do Sul da Europa é, na realidade, o dobro do registado oficialmente, porque muitos dos jovens não alteram a residência. Segundo os dados oficiais, só em 2013 emigraram 110 mil portugueses e mais de metade dos jovens portugueses admite emigrar.
Dos 1221 jovens que participaram no inquérito, lançado no início de Setembro, no âmbito do projeto de investigação Generation E, 532 não registaram oficialmente a sua mudança de residência. Mais de 80% das respostas correspondem a pessoas com formação superior.
A emigração portuguesa alcançou, nos últimos anos, números que excedem o máximo histórico assinalado no final da década de 60, em plena guerra colonial. Desde 2010, mais de 200 mil portugueses entre os 20 e os 40 anos saíram oficialmente o país, como emigrantes permanentes, por um período superior a um ano, ou temporários. E, apesar de impressionantes, segundo a investigação Generation E, estes números pecam por defeito, pois a livre circulação possibilitada pelo acordo de Schengen e a ausência de registos oficiais de saídas dificultam a monitorização do fenómeno.
“Estimar e caracterizar a emigração de um país requer que se compilem os dados sobre a entrada e permanência dos emigrantes desse país nos países de destino”, frisa o Relatório Estatístico da Emigração Portuguesa de 2014 sobre o facto de apenas serem registados os números da imigração.
Das 1221 respostas analisadas pelo projeto Generation E, 714 indicavam as questões laborais como determinantes para a decisão da emigração. No entanto, há ainda os que saem por opção: para estudar, ir atrás de um amor ou apenas conhecer novas realidades.
A investigação tentou, ainda, quantificar as intenções de regresso dos jovens emigrantes que responderam ao inquérito e concluiu que há desejo e esperança de voltar, mas não num futuro próximo.
O projeto Generation E foi realizado por uma equipa internacional de jornalistas, com o objetivo de perceber os fluxos invisíveis da emigração jovem dos países europeus mais afetados pela crise económica.
A investigação ainda está a decorrer no site da Generation E, onde é disponibilizado oinquérito em português, italiano, espanhol, grego, inglês e alemão.
http://www.porta351.com/arquivo/3279

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domingo, 23 de noviembre de 2014

OTILIA TORRES DISERTO EN EL ENCUENTRO DE COMUNIDADES EN IJUI, BRASIL




Orgullo para las colectividades lusitanas en Argentina. Otilia Torres expuso en el vigésimo cuarto encuentro de comunidades portuguesas y lusodescendientes del Cono Sur, que se desarrolla en Ijui, Brasil.


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viernes, 21 de noviembre de 2014

SAMUEL ORNELAS DE CASTRO CELEBRO 25 AÑOS EN LA RDP

 
El periodista Samuel Ornelas Castro celebró sus primeros 25 años en la Radio Portuguesa Internacional.
Este notable comunicador ha sido muy generoso con sus entrevistas anticipando el lanzamiento del libro PORTUGAL QUERIDO en forma totalmente desinteresada. Estamos muy agradecidos por su excelente predisposición y porque ha permitido que el libro tenga proyección internacional.
Para saludarlo publicamos esta reseña que apareció en las redes sociales:

Parabéns querido Amigo Samuel Ornelas De Castro que hoje celebraste 25 anos de Carreira nesta Grande Casa que é a RDP Internacional. Tiveste a surpresa de seres visitado em pleno noticiário das 11h00 AM no Ar, por ti apresentado, veres surgir o Jorge Gonçalves e o José Arantes, há pouco exonerados dos lugares de; respetivamente, Director-Adjunto e Director do Serviço Internacional da RTP - Rádio e Televisão de Portugal. Ambos te parabenizáram carinhosamente e te ofereceram uma prenda bem simbólica para o Homem de Rádio que tu és!
Um relógio (símbolo da Ponctualidade) algo de muito especial para quem faz rádio respeitando essa tua bem conhecida pontualidade britânica, sempre fiel ao Posto!
Os dois ex-Diretores do Serviço Internacional acompanhados de uma enorme equipa da RTP para filmar e marcar aquele momento ouvindo a tua reação e registar a homenagem que te foi prestada pelos Amigos e Colegas de sempre!
"Às palavras de ocasião, proferidas por Jorge Gonçalves, colega de trabalho de cerca de 40 anos, respondi que, simbolicamente, atribuía a distinção aos portugueses no mundo e lusófonos em geral, por serem eles, sobretudo, a razão desta carreira. Sobre a foto: foi tirada em 1988 nos estúdios da RDP Internacional, à rua de S. Marçal, em Lisboa, ao meio de dois ouvintes que me quiseram felicitar pelo meu trabalho."
E por este testemunho que roubei ao Samuel sinto-me muito tocada,,como a simples Lusa que sou, mas também porque o Samuel é um Ser Humano muito peculiar, com um coração do tamanho do Mundo, que dá a Antena a cada um de nós sempre que é solicidado, sendo o assunto interessante, ou até mesmo só para ouvir e partilhar com o mundo inteiro, simplesmente o nosso percurso, compreender o porquê de viver neste ou naquele País, neste ou naquele Continente...nunca esquecendo ninguém e sempre com uma palavra de carinho!
Samuel a Lusa da tagarela da Leocadia Dias deixa-te aqui os parabéns e um imenso bem hajas por seres meu Amigo e Amigo de todos os Lusos (Portugueses) descendentes pouco importa onde a geração lá vais tu ao encontro deles...onde houver um Português o Samuel está lá, obrigada por tudo o que transmites e ensinas, obrigada por nos defenderes aí onde estás e não é fácil, Bem Hajas simplesmente, um dia destes arranjarei forma de manifestar o meu reconhecimento atravéz de um meio de comunicação mais eficaz que o facebook...excelente e muito bom utensílio mas não chega...quero Ondas Curtas.
Mensaje de Leocadia Dias


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jueves, 20 de noviembre de 2014

El libro “Portugal Querido” fue declarado de interés cultural por la Secretaría de Estado de Cultura de Santa Cruz







La obra del reconocido escritor Mario Dos Santos Lopes obtuvo esta declaratoria debido al aporte cultural que aporta a la comunidad. Resulta interesante recordar que libro fue presentado el pasado 25 de septiembre en el salón  Monseñor Derisi de la Universidad Católica Argentina en la Ciudad Autónoma de Buenos Aires.

            La Secretaría de Estado de Cultura del Ministerio de Gobierno de la provincia de Santa Cruz, declaró recientemente de interés cultural “Portugal Querido”, pieza literaria correspondiente al escritor deseadense Mario Dos Santos Lopes. Es importante destacar que para la declaratoria se tuvo en cuenta que la obra expone las vivencias de cientos de familias lucitanas que testimonian sus experiencias durante la inmigración portuguesa en Argentina. Asimismo se consideró que el libro crea interés y deja testimonio escrito y contemporáneo de dicha inmigración en nuestro país.

Contenido de la obra

“Esta es la primera vez que escribo algo que no es netamente deseadense aunque en mi libro se habla de portugueses y sus descendientes que habitaron en Santa Cruz. El objetivo de este libro es visibilizar el bagaje cultural que trajo esta comunidad a estas tierras patagónica. En mi obra hay algunos testimonios que la verdad son bastante emotivos porque muchos de estos inmigrantes tuvieron que vivir muchas situaciones difíciles y complicadas”, dijo el escritor en cuanto a su obra. Además señaló que este libro es el resultado de un arduo trabajo que llevó cerca de cuatro años. “Quiero agradecer a la Secretaria de Estado de Cultura , Andrea Rodiño, al Gobernador Daniel Román Peralta y a la gente que brinda todo el apoyo y respaldo cuando uno emprende este tipo de iniciativas, otorgándonos los espacios para mostrar lo que hacemos. A veces el afecto es más importante que lo material”, concluyó.



SCC-SEC


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PORTUGAL QUERIDO EN LA FERIA DEL LIBRO DE COMODORO RIVADAVIA, CHUBUT

Los rostros sonrientes de dos bellas lusodescendientes, Vanina Dias y Lucia Micaela Matias, con sus trajes típicos portugueses, junto al libro Portugal Querido, dan el marco a la exhibición de una de las novedades editoriales del 2014. El libro fue publicado por Ediciones culturales El Orden, de Puerto Deseado, Santa Cruz, y se presentó en septiembre en la Universidad Católica Argentina.

ALEGRIA PORTUGUESA

Consultas y pedidos a lusodescendientes@yahoo.com.ar

lunes, 17 de noviembre de 2014

Pedidos a lusodescendientes@yahoo.com.ar



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UNA POSTAL QUE RECUERDA LOS 15 AÑOS DEL GRUPO ESTRELAS DO MINHO



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El libro Portugal Querido se vende en CASA DO BRASIL, Callao 433, Buenos Aires

Para quienes están en Buenos Aires o pasan por Buenos Aires, el libro PORTUGAL QUERIDO está a la venta en CASA DO BRASIL, pleno centro, Callao 433, 8vo. P, de lunes a viernes de 13,30 a 19,30. En Argentina $ 130 el ejemplar. Consultas a info@casadobrasil.com.ar 

Con mucha alegría anunciamos esta alternativa, ante las numerosas consultas y pedidos del libro después de la presentación oficial. 
Desde el 1 de noviembre comenzó a circular la primera reimpresión de Portugal Querido, y la respuesta sigue siendo excelente. Por razones laborales ha sido imposible viajar para presentar en libro en otras ciudades; esto hubiera sido muy grato, porque el contacto directo permite conocer a los protagonistas y a sus familias, conocer nuevas historias, escuchar recuerdos de portugueses y lusodescendientes. Pueden comunicarse con nosotros en Facebook: www.facebook.com/portugalquerido
Estamos atendiendo pedidos y enviando por Correo Argentino a distintos puntos de la Argentina, y nos gustaría recibir sus comentarios, sus aportes, otros testimonios.
Invitamos a quienes quieran adquirir el libro ($ 130 más el costo de envío) a comunicarse por correo electrónico a lusodescendientes@yahoo.com.ar, o personalmente en Bs.As. en Callao 443, 8vo. P, lunes a viernes de 13,30 a 19,30 y les pedimos que transmitan esta información a quienes no utilizan Internet.




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ESTRELAS DO MINHO CELEBRO 15 AÑOS Y AGRADECE...



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sábado, 15 de noviembre de 2014

SE PRESENTO EN PARIS EL LIBRO "FUI! GUIA PARA EMIGRAR" de CATALINA DINIS PEREIRA

Foto: Esta quinta-feira, dia 13 de novembro, foi apresentado no Consulado Geral de Portugal em Paris – Salões Eça de Queirós - o livro “Fui! Guia para Emigrar”, de Catarina Dinis Pereira de Sousa. A obra foi apresentada por Susana Doutor, psicóloga e diretora do serviço a clientes da Publicis.
Leia mais em www.lusojornal.com

Esta quinta-feira, dia 13 de novembro, foi apresentado no Consulado Geral de Portugal em Paris – Salões Eça de Queirós - o livro “Fui! Guia para Emigrar”, de Catarina Dinis Pereira de Sousa. A obra foi apresentada por Susana Doutor, psicóloga e diretora do serviço a clientes da Publicis.
Leia mais em www.lusojornal.com



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CARLOS DO CARMO Y CUCA ROSETA EN FRANCIA

Foto: Le vendredi 28 novembre, 21h00:

Soirée fado organisée par Radio Alfa, avec Carlos do Carmo, Cuca Roseta et Natália Juskiewicz.
Salle Vasco da Gama, 1 rue Vasco da Gama, à Valenton (94).
Infos: 01.45.10.98.60.
El viernes 28 de noviembre a las 21 h 00: noche de fado organizado por Radio Alfa, con Carlos do Carmo, Cuca Roseta y Natalia Juskiewicz.
Sala Vasco da Gama, 1 rue Vasco da Gama a Valenton (94).
Información: 01.45.10.98.60
FUENTE: Lusojornal


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jueves, 13 de noviembre de 2014

LA BANDERA PORTUGUESA PRESENTE EN LA FIESTA DEL INMIGRANTE, EN SAN LUIS




En la XIV fiesta provincial del inmigrante, en la provincia de San Luis, nuevamente se lució la bandera portuguesa gracias a la presencia de Ana María Borges Diniz.

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PORTUGAL QUERIDO SIGUE DESPERTANDO EMOCIONES

Hoy. 12 de noviembre, mi esposo y yo cumplimos 37 años de casados, y el regalo(uno de los regalos que recibí) fue el Libro Portugal Querido. Estoy muy emocionada leyendo las historias de vida, de todos los inmigrantes que llegaron a esta bendita tierra. Siento que la historia de mi familia y la de muchos ha quedado para nuestros descendientes, como ejemplo de trabajo y orgullo por todo lo hecho. Muy agradecida con mi esposo por el hermoso gesto que ha tenido regalándome este libro. Gracias Mario Lopes, por haberlo escrito!!
Ana Beatriz Da Costa




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miércoles, 12 de noviembre de 2014

HOMENAJE A ARISTIDES DE SOUSA MENDES, EL SCHINDLER PORTUGUES

Mi hermano Víctor Antonio Lopes ha presentado un proyecto de resolución para que se rinda el merecido homenaje a Aristides De Sousa Mendes, aquel embajador portugués en Francia que cumplió una tarea humanitaria que le permitió salvar miles de vidas en tiempos del nazismo.
Siento orgullo de haber publicado esa historia, en un texto de Víctor,  en el libro PORTUGAL QUERIDO. Espero que los jóvenes lusodescendientes, y los portugueses identificados con la solidaridad y la vida, acompañen esta iniciativa, que dará un lugar notable en Buenos Aires a este auténtico prócer, abanderado de los derechos humanos, orgullo de Portugal.




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PROPUESTA DE HOMENAJE A ARISTIDES DE SOUSA MENDES EN BUENOS AIRES/ INICIATIVA DE VICTOR LOPES


La iniciativa de Victor Antonio Lopes ingresó por mesa de entradas a la Legislatura de la ciudad de Buenos Aires. La figura de Aristides de Sousa Mendes ocupa un lugar destacado en el libro PORTUGAL QUERIDO, presentado en septiembre del 2014.

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PORTUGAL QUERIDO SIGUE RECORRIENDO EL MUNDO/ MENSAJE DE VIVIANA RODRIGUES ALVES



Ya lo tengo en mis manos y apenas lei unas pocas hojas me llena de emoción y orgullo; gracias Mario Lopes por este hermoso libro y muchas felicidades nuevamente...
Viviana Rodrigues Alves
Tierra del Fuego


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EL ENCUENTRO DE COMUNIDADES PORTUGUESAS DEL CONO SUR SERA EN IJUI, BRASIL





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lunes, 10 de noviembre de 2014

MAS FOTOS/ 36 AÑOS DEL CLUB PORTUGUES DE ESTEBAN ECHEVERRIA


FOTOS DE CLAUDIA VITORINO



















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CELEBRO SUS 36 AÑOS EL CLUB PORTUGUES DE ESTEBAN ECHEVERRIA












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LA CASA DE PORTUGAL VIRGEN DE FATIMA RENOVO SU COMISION

Finalizada la asamblea anual ordinaria de "Casa de Portugal Virgen de Fátima", anunciamos con orgullo que han resultado elegidos para conformar la nueva Comisión Directiva del período 2014/15 nuestros compañeros Leonardo Marsico, Germán Barreiros, Juan Manuel Gonçalves y Carlos De Oliveira.
Esta elección significa un paso más en el compromiso que venimos desarrollando hace más de 13 años en pos de la integración de la juventud en nuestra institución.
A toda la Comisión Directiva y socios de Casa de Portugal, un eterno agradecimiento por confiar una vez más en nosotros!!!

Ya no me gustaMensaje publicado por RAIZES DE PORTUGAL

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sábado, 8 de noviembre de 2014

El libro PORTUGAL QUERIDO está a la venta en pleno centro de Bs.As. y por correo

Para quienes están en Buenos Aires o pasan por Buenos Aires, el libro PORTUGAL QUERIDO está a la venta en CASA DO BRASIL, pleno centro, Callao 433, 8vo. P, de lunes a viernes de 13,30 a 19,30. En Argentina $ 130 el ejemplar. Consultas a info@casadobrasil.com.ar 

Con mucha alegría anunciamos esta alternativa, ante las numerosas consultas y pedidos del libro después de la presentación oficial. 
Desde el 1 de noviembre comenzó a circular la primera reimpresión de Portugal Querido, y la respuesta sigue siendo excelente. Por razones laborales ha sido imposible viajar para presentar en libro en otras ciudades; esto hubiera sido muy grato, porque el contacto directo permite conocer a los protagonistas y a sus familias, conocer nuevas historias, escuchar recuerdos de portugueses y lusodescendientes. Pueden comunicarse con nosotros en Facebook: www.facebook.com/portugalquerido
Estamos atendiendo pedidos y enviando por Correo Argentino a distintos puntos de la Argentina, y nos gustaría recibir sus comentarios, sus aportes, otros testimonios.
Invitamos a quienes quieran adquirir el libro ($ 130 más el costo de envío) a comunicarse por correo electrónico a lusodescendientes@yahoo.com.ar, o personalmente en Bs.As. en Callao 443, 8vo. P, lunes a viernes de 13,30 a 19,30 y les pedimos que transmitan esta información a quienes no utilizan Internet.







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viernes, 7 de noviembre de 2014

OTRA OBRA MAESTRA DEL POETA RICARDO MARTINS

CHE COMODORO!
Te pusiste los largos ... ¡Che Comodoro!
el viejo de la bolsa, tus recuerdos se llevó
al Chenque lo quebraron, la Grúa se hizo humo,
"safaron de milagro" ... el Correo y la Estación.
Te taparon el cielo ... los gigantes de acero
te vistieron de luces del Centro hasta El Colón
te aventajó el progreso y no entendiste nada ...
te "birlaron" la historia, con tanta evolución.
Quiero volver a tus calles, esas de greda y dos vías
con sus faroles torcidos, los de "quinientas bujías"
desandar viejas veredas, que de "purrete troté ..."
desempolvar mil recuerdos, mi Comodoro de ayer.
Pasar por el "Achalay", ver al amigo Fonseca ...
"yirar para Las Carretas", y jugarme a cara o seca
las "tacadas en el Alhambra" y los "shows del Gran Hotel"
caminar Belgrano abajo, en busca del "Bagatelle".
Esquina de "American Bar", su "Orquesta de Señoritas"
las parrilladas del "Choique" y "Las Casas de Citas"
los bailes de "La Española", del "Luso" y su gran salón
cenar en "Las Papas Fritas", luego el café en "El Col—n".
Noches de box en "El Palacio", el "Aguila" por las tardes
matinés del Huracán ... trampolín de mis alardes.
Muchachada de la Urquiza, hinchas fanas domingueros ...
pujas entre "El Lobo y El Globo", por el honor futbolero.
Deambular el Barrio Oeste, en un "coche de alquiler ..."
La Loma con sus "boliches", que invitaban al placer
"El Cabildo" el "Iguazú", el "Tico Tico", "El Varón"
el "Zing Zing" y el "Nido Gaucho", que motivan esta emoción.
Cómo los voy a olvidar, al "Splendid" al "Beghin Bar"
al "Fogón", "El Español", "El Ombú" y "El Rosedal ..."
el "Congo Belga", "El Palenque", "El Central", el "San Martín"
"El Pucará" y "La Espuelita ..." socios de mi berretín.
Y esos "13 de Diciembre" ... las reinas con sus carrozas
tan lindas las pibas nuestras, cual ramilletes de rosas.
Los corsos en la San Martín ... serpentinas de recuerdos
disculpame si me aflojo ... y en tu pasado me pierdo.

Quiero cruzarme en tus calles, con "Don Roque" caminando
a Petroff el lustrabotas, a Mario Gómez gritando ...
a "La Luisa" a "Primavera" a "Petróleo" a "Ventarrón"
"Pompón", "El Viejo Molina", "El Negro Sánchez" y "Titón".
Avisá ... ¡Che Comodoro!, si se me "chinga" la voz ...
son dos atados de "fasos", por ahí me ataca la tos
y esta humedad en mis ojos ... son basuritas del viento
¡Qué te voy a macanear! ... si me invadió el sentimiento.
Perdoná ... ¡Che Comodoro ...!, éstas lágrimas mezquinas ...
es que rondan las nostalgias, en cada vuelta de esquina
¡Dejame que desembuche lo que el corazón encierra!,
cuando la vida se "piante" ... que me cubran con tu greda.

RICARDO MARTINS

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martes, 4 de noviembre de 2014

ESTEBAN ECHEVERRIA/ ESTRELAS DO MINHO CELEBRA SUS 15 AÑOS






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Viver no estrangeiro..

Viver no estrangeiro..

Viver no estrangeiro não é sinónimo de riqueza, boa vida e bom trabalho. 
Viver no estrangeiro é sinónimo de luta, de trabalho duro, de solidão, de valentia, de sobrevivência.
Viver no estrangeiro pode ser, em alguns casos, sinónimo de humilhação, desprezo e até de abuso.
Viver no estrangeiro é também sinónimo de renuncia e de sacrifício. 
Viver no estrangeiro é sinónimo de 42h de trabalho semanais durante 222 anuais, levantar cedo e deitar cedo.
Viver no estrangeiro é sinónimo, na maioria dos casos, de ter de deixar o diploma em casa, ter de pegar no balde e na esfregona, e ir lavar escadas.
Viver no estrangeiro implica adaptar-se a culturas, costumes e climas diferentes.
Viver no estrangeiro é estar longe da família, dos amigos e dos nossos costumes.
Viver no estrangeiro é estar preso a uma saudade que nos faz crescer e enriquecer o nosso ser.
Viver no estrangeiro ...

Não pensem que me estou a lamentar.
Esta mensagem é para todos aqueles que nunca precisaram de sair da sua terra. Para todos aqueles que se atrevem a criticar esta nossa vida de medos, de valentia, de esperança e de muita coragem. Coragem em deixar as comodidades da nossa terra, da nossa família, do nosso lar na busca de um futuro melhor.
Esta mensagem é para todos aqueles que pensam sair da vossa terra com o objectivo de uma vida melhor.
Esta mensagem é para que saibam o que sente o coração de uma emigrante.
Esta mensagem é para que saibam o que sente um coração nos 8 primeiros anos, porque outros 8 estão à minha frente e eu quero aproveitar cada dia ... mesmo quando a saudade aperta. 

imagem da net

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CASA DO BRASIL/ "ALICE" EN EL CICLO DE CINE PORTUGUES

La Casa do Brasil en Buenos Aires continúa en noviembre con la proyección de lo más destacado del cine portugués, con la colaboración de Camões, Instituto da Cooperação e da Língua.
Este viernes 7, a las 19 horas, los invitamos a ver "ALICE" de Marco Martins.
Transcurrieron 193 días desde que Alice fue vista por última vez. Todos los días Mario, su padre, sale de la casa y repite el mismo camino que hizo el día en que desapareció. La obsesión por encontrarla lo lleva a instalar una serie de cámaras en la calle. En medio de todos aquellos rostros, de la multitud anónima, Mario busca una pista, una ayuda, una señal…
©2005 - 102 min – Subtítulos en español – Drama
Entrada libre y gratuita. Los esperamos en Av. Callao 433 1º piso
Más información: audiovisualcasadobrasil@gmail.com

Foto: Continuamos en Noviembre con la proyección de lo más destacado del cine portugués, con la colaboración de Camões, Instituto da Cooperação e da Língua.
Este viernes 7, a las 19 horas, los invitamos a ver "ALICE" de Marco Martins.
Transcurrieron 193 días desde que Alice fue vista por última vez. Todos los días Mario, su padre, sale de la casa y repite el mismo camino que hizo el día en que desapareció. La obsesión por encontrarla lo lleva a instalar una serie de cámaras en la calle. En medio de todos aquellos rostros, de la multitud anónima, Mario busca una pista, una ayuda, una señal…
©2005 - 102 min – Subtítulos en español – Drama
Entrada libre y gratuita. Los esperamos en Av. Callao 433 1º piso
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lunes, 3 de noviembre de 2014

FIESTA PORTUGUESA EN ALEMANIA


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A VIDA DOS EMIGRANTES PORTUGUESES NA ARGENTINA DEU UM LIVRO/ / PATRÍCIA CARVALHO







Algarvios, muitos, minhotos e serranos cons-truíram, na primeira metade do século XX, uma nova vida num país que estava, também ele, a ser ainda construído. De Buenos Aires à Patagónia. Em Portugal Querido, podemos ler histórias como a de Yudith, que atravessou o oceano sem saber como era o pai que a esperava no outro lado do Atlântico.

Vivíamos em São Brás de Alportel… e o meu pai levava-me a passear todos os dias quando chegava do trabalho. Eu era a filha mais velha de três irmãos e de um ainda por nascer… De um dia para o outro, deixei de ver o meu pai e com quatro anos — e ele apenas com 23 — não podia entender o que tinha acontecido, nem para onde tinha ido. Ao ficarmos sozinhos, fomos viver para o campo, no sítio Dos Machados, com a minha mãe Gertrudes, grávida de oito meses. Ela teve de ir trabalhar, pelo que eu e os meus irmãos ficávamos sozinhos, quase todo o dia. Começaram a chegar as primeiras cartas. O meu pai pedia que o filho, se fosse varão, se chamasse Abel. Os dias passavam e eu só via cartas. Numa delas, ele dizia: ‘Yudith, neste momento, olhando as estrelas, vejo nelas o brilho dos teus olhos’, palavras que me ficaram gravadas na memória, apesar da minha tenra idade.”
Yudith Rosa Viegas recorda, assim, a partida do pai para a Argentina, em 1926. O reencontro só aconteceria “13 longos anos” mais tarde, quando, em vésperas do início da II Guerra Mundial, embarcou com a mãe e os dois irmãos (o bebé mais novo, uma menina que não pôde chamar-se Abel, morreu com apenas oito meses) “num barco inglês” a caminho de Buenos Aires.
O livro foi uma empreitada familiar
O destino desta família algarvia e de muitas outras famílias portuguesas foi recolhido por Mário dos Santos Lopes, jornalista e professor, também ele filho de algarvios que emigraram para a Argentina, e que lançou, naquele país, o livro Portugal Querido. A edição de autor, de cinco mil exemplares, já está a ser revista e ampliada, com novas histórias de uma emigração muito particular.
Mário dos Santos Lopes, 55 anos, recusa arcar sozinho com a responsabilidade do livro. Até porque, explica à Revista 2, quem insistiu para que ele avançasse com o projecto foi o irmão, Victor, que abriu uma pousada portuguesa, a Pousada São Brás, em Córdoba. “Estava de férias em Villa General Belgrano, Córdoba, e, durante uma conversa, o meu irmão Victor disse que gostaria de publicar um livro em homenagem aos imigrantes. Disse-lhe que sim, que o faria, mas na realidade não sabia como nem em quanto tempo. Nessa mesma noite, comecei a procurar contactos de luso-descendentes no Facebook e na Internet, sem saber onde chegaríamos. A ideia original era termos um livro de cem páginas, algo muito pequeno”, explica, através de email, o jornalista que vive em Puerto Deseado, Santa Cruz, na Patagónia argentina.
A tarefa assemelhou-se “às obras de Santa Engrácia”, lê-se na introdução de Portugal Querido, e só ficaria pronta ao fim de cinco anos de busca e escrita, tornando-se uma verdadeira empreitada familiar. Victor foi “o criador e impulsionador da ideia”, Andrea, a irmã mais nova, “traduziu, corrigiu e deu bons conselhos”. Juan Benjamín Lopes, filho de Mário, “desgravou os áudios”. Pablo Molina e Ana Laura Lopes, genro e filha, “puseram o coração e o profissionalismo na artística capa do livro”. O resultado foi uma obra de 254 páginas com muitas histórias de emigrantes, algumas referências históricas da passagem portuguesa pela Argentina, umas curtas histórias e participações de emigrantes lusos noutros países, vários textos sobre os clubes e associações dedicadas à cultura nacional e relatos de cantoras argentinas que se apaixonaram pelo fado. O fio condutor do livro é, contudo, a compilação das memórias das famílias que, deixando Portugal, encontraram um novo lar na Argentina.

Yudith e a família saíram de Lisboa 16 de Agosto de 1939. Quando terminou a travessia de 18 dias, rebentava a guerra na Europa. Do outro lado do Atlântico, estava o pai. “Eu tinha 17 anos e encontrei-me com um pai de apenas 36, que quase já não conhecia.”
Dois anos antes de o pai de Yudith deixar São Brás de Alportel, o avô de Lídia Dias Sancho empreendia a mesma viagem. Em 1924, “já casado e com uma filha”, Francisco Viegas Valaga, deixava a terra e a família para trás e rumava à Argentina. “Esteve por aqui, andou pelo Brasil, Uruguai e ao fim de alguns anos regressou a Portugal. Voltou à Argentina, deixando a minha avó grávida da minha mãe”, conta a neta em Portugal Querido.
Francisco haveria de regressar a São Brás de Alportel, engravidando de novo a mulher, e passariam muitos anos antes que ele enviasse a carta de chamada para a família. Por essa altura, a filha mais velha já estava casada, a do meio (mãe de Lídia) e a mais nova estavam noivas. “[Só] A minha mãe, que era muito chegada à minha avó, veio com ela. Vieram de barco num mês de Junho dos anos 50, sem conhecer ninguém, nem sequer o meu avô. A minha mãe só o vira em pequena e a minha avó dizia que não imaginava como poderia estar. Chegaram a Buenos Aires e pensaram que ele estaria lá, mas esperava-as um senhor português que tinha uma agência de viagens e se encarregava de receber os imigrantes. Partiram para o Sul num autocarro. Convido-os a imaginar o tempo nesta época do ano, no Sul: frio, gelo, vento, etc… Ao fim de três dias, chegaram a Comodoro Rivadavia, de noite, e novamente sem conhecer ninguém. Ali estava o avô Francisco, esperando-as. Levou-as para uma casa que tinha alugado no quilómetro 8, que se chama Restinga. Era de noite e não conseguiram ver nada. No dia seguinte, a minha mãe levantou-se, foi à janela e, quando viu onde estava, queria morrer. Era horrível, chorou muito. A minha avó não se levantou durante três dias e desde essa altura foi sempre uma mulher doente.”
A família acabava de se instalar na Patagónia, uma das regiões do país que receberam muitos algarvios, nas primeiras décadas do século XX e também durante os anos 1950. Patagónia, Buenos Aires e a região agrícola e de criação de gado à volta da capital argentina são, aliás, os três grandes pontos de fixação de portugueses, como refere o investigador Marcelo Borges (também ele um argentino filho de portugueses), no artigo “Portuguese Migration in Argentina: Transatlantic Networks and Local Experiences”, publicado em 2006, na revista académica Portuguese Studies Review, editada pela Trent University (Canadá). Além de vários artigos sobre a emigração portuguesa para a Argentina, o professor de História da Universidade de Dickinson, na Pensilvânia (EUA), que trabalha esta área há cerca de 20 anos, também escreveu um livro sobre o tema, Chains of Gold. “É pena que o livro Chains of Gold ainda não tenha sido traduzido para o português (e o espanhol!), mas não perco as esperanças”, disse, por email, à Revista 2.
A prospecção de petróleo em Comodoro Rivadavia, Patagónia, atraiu muitos imigrantes NIGEL HICKS/CORBIS
A emigração para a Argentina que Marcelo Borges descobriu ao longo dos anos de estudo mostra um fluxo de pessoas oriundas de espaços muito localizados, que partem para os mesmos sítios onde já estão os pais, tios ou primos, pelo que a fixação dos portugueses acaba também por ficar concentrada em locais muito específicos. O Algarve, zona em que as migrações temporárias para destinos como Marrocos ou o Sul de Espanha já eram um hábito enraizado nos habitantes, torna-se, no início do século XX, um dos principais fornecedores de emigrantes para a Argentina. Em Chains of Gold, o investigador explica: “Os algarvios começaram a participar nas migrações através do Atlântico mais tarde do que os migrantes do norte de Portugal [...] e com características distintas destes. Desde o final do século XIX até aos anos de 1950, enquanto o resto dos Portugueses emigrava sobretudo para o Brasil, a maior parte dos algarvios escolhia a Argentina”, escreve. Porquê? Um dos factores destacados por Marcelo Borges é a rede de informação “muito detalhada” que existia no Algarve sobre as possibilidades de trabalho “nas Américas”. “Havia uma visão em geral optimista sobre a Argentina como um país de imigração e mercado de trabalho entre os migrantes algarvios e uma imagem não tão positiva dos outros destinos. Nos jornais algarvios, podia-se encontrar, com regularidade, relatórios sobre a sólida situação económica da Argentina, as suas colheitas que batiam recordes, o crescimento das suas cidades, e notícias sobre as actividades da comunidade Portuguesa, na qual os algarvios tinham preponderância. Por outro lado, as notícias do Brasil falavam, geralmente, da falta de trabalho, das condições difíceis e do desapontamento dos migrantes que para lá se aventuravam.”
O investigador, que está, actualmente, envolvido num projecto relacionado com a recolha e análise das cartas de chamada destes emigrantes, distingue duas grandes fases da partida portuguesa para a Argentina — a primeira estendendo-se do século XVII até meados do século XIX e a segunda “coincidente com as migrações em massa do final do século XIX e o início do século XX”. É nesta emigração, que atingiu “o seu ponto mais alto durante as décadas de 10 e 20”, que se encontram muitos dos casos recolhidos e relatados por Mário dos Santos Lopes. Como a história que conta Fernando Rocca.
“A minha avó chamava-se Generosa Madeira. Nasceu no Algarve, em São Brás de Alportel, em 1910. Dos três irmãos (Maria e José Manuel), era a do meio. A sua mãe morreu de febre amarela quando ela tinha oito anos e os três irmãos ficaram ao cuidado do pai, que pouco depois veio para a Argentina e de quem não souberam mais nada durante muito, muito tempo”, relata, em Portugal Querido, Fernando Rocca.
Entregues aos cuidados de uma tia “surda e desconfiada”, os três irmãos crescem sem pais. Maria casa-se, tem uma filha e decide partir com o marido para a Argentina. Fernando conta que ainda guarda a última foto que os três irmãos tiraram em Portugal, antes da partida. “A expressão de pena da minha avó é notável; não era uma mulher teatral e não tinha filtros, nem para rir, nem para chorar”, descreve. Na Argentina, o marido de Maria torna-se amigo de um português, a quem ela confessa ter deixado uma irmã em Portugal. “O meu avô veste um fato meio sem jeito, tira uma fotografia e envia-a, jurando amor. Generosa, sem mais exigências, embarca com o seu irmão mais novo, apresenta-se a este senhor Manuel de Brito e encara a vida com ele. Lava roupa para os companheiros de trabalho do meu avô na refinaria de Restinga.”
As histórias de famílias oriundas do Algarve repetem-se ao longo do livro, sustentando, empiricamente, o que Marcelo Borges escrevera no artigo da Portuguese Studies Review: “Os migrantes algarvios permaneceram o maior grupo entre os portugueses na Argentina do final do século XIX até ao declínio da segunda fase da migração portuguesa no final dos anos 50, seguidos dos migrantes do interior norte, do distrito da Guarda, na região da Beira Alta.” Pequenas bolsas de oriundos de Leiria e do Minho juntaram-se, também, a estes grupos maiores.
No Algarve, além da informação detalhada que já foi referida, instalaram-se verdadeiras “redes” que facilitavam a emigração para a Argentina e que contavam com angariadores de trabalhadores, agências com informação muito precisa sobre o tipo de trabalho que era preciso em determinada região, em determinada altura (e que também informavam os algarvios de que, por exemplo, “os pescadores não eram bem vistos pelas autoridades brasileiras”, afastando-os deste destino, nos finais dos anos 20), e o nada negligenciável factor familiar. As experiências anteriores de familiares ou amigos da terra que tinham partido alguns anos antes tiveram também grande influência na escolha daqueles que partiriam mais tarde. Marcelo Borges fala mesmo de uma “migração com padrões microrregionais”, que lhe permite dizer, por exemplo, “a maioria dos migrantes da paróquia de São Brás de Alportel partiu para Buenos Aires e mais tarde para a cidade de Comodoro Rivadavia, na Patagónia [...]. A distribuição das migrações por destino a um nível de paróquia mostra a importância das redes sociais na formação destes fluxos. As redes assentavam na cooperação de membros da família e de amigos da aldeia, e eram influenciadas por outros factores, como as actividades a que se dedicavam”, explica em Chains of Gold.
Tudo isto fez com que, “longe de se espalharem pelo país, a maioria dos migrantes portugueses concentraram-se em vilas e cidades específicas”, explica Marcelo Borges, no artigo já referido. E exemplifica: “Há muitos casos de concentração regional e a formação de comunidades imigrantes distintas entre os portugueses na Argentina. Por exemplo, os provenientes da Guarda eram produtores de vegetais nas imediações de Buenos Aires, bem como trabalhadores braçais e agricultores nas zonas rurais de Salliqueló e Casbas (em Buenos Aires oeste); os de Leiria trabalhavam nas indústrias mineiras e de cimento, em Olavarría (nas colinas centrais de Buenos Aires); os de Viana do Castelo e Braga tornaram-se fabricantes de tijolos nos subúrbios da capital; os do Algarve trabalhavam como produtores de flores e vegetais em torno de Buenos Aires e na capital provincial de La Plata, e como trabalhadores na indústria do petróleo na Patagónia Central.”

A história que Alejandra Inés Marques conta no livro, sobre o avô, é o exemplo de como funcionavam as redes familiares. Viriato Marques nasceu a 20 de Junho de 1903 em Vale de Igreja, freguesia de Paranhos, Seia. O bebé nasce em Seia porque a mãe, que emigrara para o Brasil com o marido, decide voltar a casa, “para que o seu primogénito nasça em Portugal”, conta Alejandra.
Viriato perde os pais e depois de uma infância e adolescência duras, sem ir à escola e trabalhando como pastor, chega a Buenos Aires a 10 de Fevereiro de 1923. “Não chega ali por acaso, mas porque dois dos seus primos, Manuel e António, filhos de Bernardo Marques, já haviam emigrado para a Argentina e estavam instalados em Comodoro Rivadavia, província de Chubut. Manuel foi quem o reclamou a Portugal”, conta.
Em busca de uma vida melhor, os portugueses partiam para a Argentina com a intenção de ganhar dinheiro e regressar a casa. Alguns voltaram a Portugal, mais do que uma vez, mas, no Portugal Querido de Mário dos Santos Lopes, são poucos os que ficam na terra onde nasceram. A maioria acaba por regressar à Argentina, chamando, mais tarde, a família e fixando-se definitivamente do outro lado do Atlântico. Foi assim com José Correia da Silva, também de Paranhos, em Seia.
Com 17 anos, “corria o ano de 1922”, José recebe uma carta de chamada do pai, que já emigrara para a Argentina e arranjara trabalho para o filho “levando verduras para o mercado Abasto, em Buenos Aires”. O neto, José António de Albuquerque, explica o que aconteceu depois: “Anos mais tarde, em 1937, José, com 32 anos, regressa a Portugal. Tinha saudades dos costumes, das pessoas, dos afectos — saudades… — e nesse regresso conheceu uma bonita mulher. Maria, de 22 anos, órfã, trabalhava como criada de uma família.”
Ao fim de apenas 18 dias de namoro, José e Maria casaram-se e, meses depois, ele regressava à Argentina, deixando a mulher grávida. “José trabalhou e trabalhou até poder mandar uma carta de chamada para a sua Maria, que veio com a filha de dois, que José só conheceu quando chegou a Buenos Aires.”
O regresso a Portugal para casar era normal, mas mais normal ainda eram os casamentos por procuração, como aconteceu com os pais de Cecília Madeira (ele deixou a noiva em Portugal e só a veria sete anos depois, já casados por procuração) ou com os avós de Gisele Sousa Dias, a quem o pai, Fernando Sousa Dias, contou: “A minha mãe tinha 29 anos quando se casou e o meu pai 17 anos mais do que ela. O meu pai recebeu uma mulher que não conhecia porque ela era portuguesa e a sua cultura dizia que esse era um requisito indispensável.” E, depois, também havia os casos em que os homens que partiam à frente acabavam por constituir novas famílias. E aqueles para quem a Argentina foi um gosto adquirido a custo, a quem as saudades de Portugal atormentavam. Ana Maria Borges Diniz conta o quanto custou ao pai nacionalizar-se argentino, para poder exercer um emprego no Estado. “Para ele, foi muito traumático renunciar à cidadania portuguesa, porque, apesar de ter emigrado muito jovem, nunca perdera o sotaque e os costumes da sua terra [Vila Franca da Beira, em Oliveira do Hospital]. Ele foi um daqueles portugueses que deixaram a alma na sua aldeia natal… Falava de Portugal e acendia-se-lhe o coração. Todas as histórias que ouvíamos na infância decorriam ali e, na nossa imaginação, Portugal era o país das maravilhas”, descreve no livro de Mário dos Santos Lopes.
Os irmãos Victor, Andrea e Mário Lopes
Mário diz que a construção desta obra o ajudou a perceber melhor os homens e mulheres que deixaram Portugal para criar uma nova vida na Argentina. “Quando se começa um livro, como autor ou como leitor, nunca sabemos exactamente quem seremos ao terminá-lo. É como quem comete um delito: deixa-se algo e leva-se algo. Eu ganhei uma enorme riqueza ao conhecer experiências muito diversas, a dor suprema do desenraizamento somado à falta de comunicação com a família que ficava para trás, tão longe, e a sensação de que não regressariam mais a casa. Valorizei, e sei que o mesmo aconteceu com os leitores, o sacrifício e a resignação do imigrante que vive nos piores lugares, aceita os piores empregos, a tentar passar despercebido para não ser marginalizado ou maltratado, apesar de a Argentina ter sido um país de portas abertas para todo o mundo”, refere.
A mãe, Maria Luiza, foi a primeira leitora de Portugal Querido. “Ela emocionou-se, riu-se e voltou a lê-lo. Se ela o aprovou, metade do que queríamos alcançar está cumprido. Agora temos de esperar que os pais, avós, filhos e netos de outros imigrantes o leiam. Eles serão os nossos melhores juízes.” O jornalista, que dirige o semanário El Orden e conduz o programa de rádio Deseado Revista, diz que gostaria de ver a obra traduzida para português, mas que isso só se tornará realidade se alguém o quiser editar, já que não pode arcar com os custos de uma edição de autor além-fronteiras.
Nessa caso, também em português se poderia conhecer a história do homem que escalou, em 1936, o monte Tronador, e foi recebido, no regresso, com uma banda de música e uma bandeira argentina, apesar de ser português; do sapateiro Joaquim, agraciado pelo município de Comodoro, como homem “admirado” pelos seus pares; do português do Tigre, que tinha um barco onde nunca navegou e que serviu de inspiração a um fado; de Amândio, “o titã português”, estrela dos espectáculos de luta livre, nos anos 70; ou do próprio Mário e dos seus pais e irmãos.
O autor conta que a sua infância “teve aromas a ‘feijão careto’, filhós e rabanadas, saborosas e irrepetíveis rabanadas que não apareciam à mesa muitas vezes, e que seguramente por isso eram duplamente saborosas”. Mário recorda-se de ouvir o pai cantar Lisboa não sejas francesa, tu és portuguesa, tu és só para nós, misturada com músicas argentinas, e de a mãe lhe ensinar o Pai Nosso em português, enquanto ele crescia aprendendo os nomes das coisas em duas línguas. Na família Lopes, repetiu-se a história de outros portugueses. António, o pai de Mário, Victor e Andrea, regressou a Portugal depois de uma incursão na Argentina, com o sonho de permanecer na sua terra natal, mas acabaria por emigrar de novo, por não conseguir cá condições suficientes para viver como queria. Mas o regresso temporário a casa permitiu-lhe conhecer Maria Luiza e casar-se. Os dois estiveram separados um ano, antes de a mãe de Mário se juntar ao marido, em Buenos Aires.
Na Argentina, os pratos tradicionais, os clubes onde se reproduziam (e reproduzem) “corridinhos” e “viras minhotos” e os programas de rádio dedicados ao fado ajudam ainda a matar saudades de casa aos cerca de 17 mil cidadãos portugueses que estão inscritos na Embaixada Portuguesa, em Buenos Aires. O livro Português Querido é mais um passo nessa ponte entre os dois países. Para que não se percam as histórias de todos os que, um dia, escolheram a distante Argentina para começar uma nova vida. Uma e outra vez. 


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